Arquivo mensal: dezembro 2011

Manontropo.

lFoto: Sara Cohim

Tendo amigos compositores de várias bandas e tribos, a ideia do Manontropo surgiu pensando um projeto só com composições em parceria. Grava-las e fazer uma página com os resultados (na época era o Myspace o da moda). Isso por um tempo ficou só na minha cabeça.

O meio de 2010, julho ou agosto, foi o início da minha amizade com Thiago Lobão (http://rascunhodesol.blogspot.com/), poeta e letrista (e futuro cantor). Ele havia feito umas letras para o pessoal da Neologia (http://www.myspace.com/neologia) e o conheci através de Ian Lasserre.  Na casa de Ian, fizemos uma música chamada “Era baiana” e a química foi tanta que logo dividi com ele a ideia do laboratório de composição.

Começamos assim, nós dois, um projeto que deu muito certo enquanto durou (cerca de oito meses), foi agregando muita gente boa, muita produção, cerveja e cigarros.

manontropo 2Foto: Rodrigo  Wanderley

Sem pressa e com muita leveza, fomos prolíficos. Não sei ao certo, porque nem todas as parcerias foram gravadas, mas acho que o grupo fez mais de 30 músicas em uns 5 meses. O restante do tempo foi preparação de shows e ainda rolaram umas musiquinhas novas nessa etapa (e continuam rolando…).

Eu, Thiago Lobão, Gabriel Rosário, Dadi Andrade, Ian Lasserre, Giovani Cidreira, Eric Pretti, Cyllus Cohen, Katherine Almeida, Ian Cardoso, Gabriel Arruti, Zuza Zapata, Danilo Souza, Aracy de Almeida Campos, Rodrigo Seixas, Caio Araújo, Andel Falcão, Filipe Lorenzo, Ítalo Marques, Yves Tanuri, Tássio Carneiro, Lívia Ferreira, Rosa Rodrigues, Rodrigo Wanderley, Rafael Martins, Danilo Fonseca (“Garotinho”),  Marceleza Castilho…além de muitos amigos que iam as reuniões assistir, conversar sobre linguagem, estética e outras cositas, também contribuindo.

manontropo

http://www.myspace.com/masnaomuito

No segundo semestre de 2010, todo sábado, nos reuníamos na casa de Lobão e trabalhávamos. Ficou acertado que as gravações seriam caseiras e cruas, pra que o site fosse uma extensão do apartamento na internet, mantendo a ideia: fazer junto e mostrar como se mostra a um amigo que nos visita em casa: músicas sem maquiagem, com todos os seus defeitos de recém-nascidas e também suas potencialidades.

Foi um laboratório de criação e só. Gravar as músicas com pompa era coisa pro futuro.

Lobão

(Pintura de Rodrigo Seixas, da série Parafráticos, que ilustrou os shows. Muitos rascunhos foram feitos durante as reuniões.)


Gelo mares (Giovani Cidreira)

Depois de todos os lugares
De todos que avistou
Aponta pro teu gelo
Mares que não tem mais amor nenhum…
Que não tem mais amor nenhum.

O prisma que repete
A cor que não tem mais
Você que se repete
Lembrança que não tem mais fim

Eu, teu corsário preso
Que eu nem te conheço
Mas tens brilhado em mim
Eu, um homem triste.


Da geração (Davi Correia/ Thiago Lobão)

O que será?
No que vai dar?
Computadores
Calçadas poucas, a vida a mil
Filme em cores concretas
Folhas tão discretas
Almas em série, corpos concretos
Nadas no novo, neurose urbana
Tô nem aí
Nadas no mundo, um velho ovo
Reverso o verso

O que virá da geração
no pós do caos
Pós se viver, não-vida
Sonhos em avenidas

Super-homens
Que não salvam as nossas
Utopias, mobilizações de canções
Massas
Eu não sei mais onde
Perdendo espaço intenções sem cartaz

Formações das (in)formações sem substância

O que dará da geração
Reprodução do lado cá
Escreverão esta história porque mãos vem me amar
O meu amor só fala em bits-flor
Niilismos e narcisos
Vou…

…cantar pras paredes
Ouvir mil ecos que farão
Depois de surgirem tempos das gerações
O que nos dirão então das invenções das gerações
que não inventaram tempos nos corações?


Rio-Bahia (Ian Lasserre/ Gabriel Rosário/ Thiago Lobão)

O tempo navega por entre colunas de nuvens
De onde se avista um canavial
E o sonho perpassa a estrada
E o sonho se derrama pela estrada
Sente fome e frio pela estrada – um menino
Que na rio-bahia vai franzino
Já nem sabe cadê o painho, a mainha
Pra um abraço sem mãos pelo caminho
A certeza perpassa o olhar
E a certeza se derrama pelo olhar
Quinquilharias e muambas – pelos pés
Num país de olhos fechados
Na rio-bahia vai miúdo um menino
Que não sabe cadê aquele menino
Cadê o menino?


Justinho coração (Ian Lasserre/ Thiago Lobão)

Não é justo coração
Que tanto deu ao dar amor
Andar cheio e sem razão
Que se emprestou prestando amor
Bater fora da canção
Que fique justo
Juntinho ao meu
Um dengo direitinho
É só meu e seu
Justinho ao meu
Que seja junto
Futuro ajeitadinho
É só meu e seu
Ando cheio de esperança


Açaí aqui (Giovani Cidreira/ Thiago Lobão)

Ela vai tomar açaí
Ela é de açaí
De açaí
Açaí
Lá do outro lado
Lá do lado ali
Ela vai ficar aqui
Ela é aqui
Ela vai ficar aqui
Aqui
Aqui
Ela quer ver o Havaí
Ela é o Havaí
O Havaí
Havaí
Lá no oceano
Lá no oceano ali
Ela vai ficar aqui
Ela é aqui
Ela vai ficar aqui
Aqui
Aqui


Espelho de Alice (Giovani Cidreira)


Girassol e Tarde (Giovani Cidreira/ Thiago Lobão)

Sobre a cidade,
mil corpos de nuvem,
sob a tarde,
um girassol.

Sobre o vento,
Discursos, caminhos…
sob um passarinho,
um girassol.

E a manivela do mundo girando,
e as oficinas de vento mexendo comigo,
mas já nem ligo,
um sentimento aqui parece maior,
parece melhor nem pensar.

Todo o momento que eu perco em silencio,
Tudo que eu guardei, ficou só.

Uma saudade pra viagem
e a engrenagem me confunde,
a minha turma, meus amigos,
coisas que nem sei,
coisas que não sei falar.


Marchinha (Davi Correia)

Passou, também não queria
Mas não se magoe
Todo mundo volta à cidade hoje
Para enfeitá-la toda para o carnaval

Senta, todo mundo chora
Mas vê se te aguenta
Ouça, não se espante
Até onde eu me lembro
Moça mais bonita que você não há 

Assim, põe o teu sorriso a luzir na avenida
Me dá no olhar ridícula esperança
De que nessa noite vou ser o teu par


Odisséia Baiana (Davi Correia/ Thiago Lobão)

Me apressar? Não.
Eu sou o sol
Não adianto tempo
Não perco a viagem de ser farol
Raios em fios vou costurar

O que o silêncio dá eu como
Ninfas no mar
Óleo de baleia
Lúzidas rainhas
Itaparica: minha Ítaca baiana

Se vou naufragar, Deus, me folgue o nó
Capina na nuvem um tempo bom
Semeia luz pra minha Penélope
Que alucina
Tecendo um vivo-morto
Relaxe
Até o fim do dia, nêgo, desmancho o tricô de novo

Eles me veem, não
Bordo e repito:
Não me basta corpo
Quero, além do mito, o meu pedaço
Ausência amarro neste laço

Netuno quis assim, apelo: Iemanjá!
Proteja a costeira
Ilhas derradeiras
Ciclopes vi
Não fico cego, é logo ali

Se vou naufragar, Deus, me folgue o nó
Capina na nuvem um tempo bom
Semeia luz pra minha Penélope
Que alucina
Tecendo um vivo-morto
Relaxe
Até o fim do dia, nêgo, desmancho o tricô de novo.


Pintura de caros amigos (Davi Correia/ Thiago Lobão)

O que me é caro escapa
Viva roda
Do que amo me afasta e não posso dormir
É o colchão, pesadelo, o café…
Acho que eu não nasci pra cidade
Ô neguinha, tem aquarela aí?

Que eu pinto os meninos que vão em suas rondas
A noite alucinar, reinventar som de iludir a cadência
É inversão, contrapé
Falo sério, não nasci pra cidade
– Tem carvão…
Nu diapasão: João tá aí

No carnaval cairão os panos de onde estamos
Luz pra esses novos baianos
Vou pra praça me sambar
E só ver aquele tal
A cidade tem o que, meu Deus?
O que essa gente vê?

Ele é maluco e não é
Em francês
Preto de Marte, se vem, já não sei
Pois ainda evem o batuque daquele de idade, espero
Mó beleza, Axé na avenida

Ainda tem gente que vem para a vida
Fazendo do canto o vintém, Tom
Esse samba cadê? Não tá aqui
Bandolim sem corda não fala nada
Esse som de mesa é todo bom

No carnaval cairão os panos de onde estamos
Luz pra esses novos baianos
Vou pra praça me sambar
E só ver aquele tal
A cidade tem o que, meu Deus?
No que essa gente crê?


Rosa de São João (Davi Correia/ Thiago Lobão)

Perfume novo
Vestido primavera ela tem

Depois do feriado
já não sei se canto outra vez
Quando ela for sozinha lá naquele trem
já estará contando o relógio: um, dois, três

Ela caprichou na desilusão
Quem lembrará da vida é coração
Apostei em vão

Se subir foguete,
me lembro – foi São João
Reverteria um ano só pra ter mais dois

Ao lado dela
Que Deus leve ela
pra todo mundo a ver da janela.


Telegrama pra Rosário (Ian Lasserre/ Thiago Lobão)

* Essa música originalmente se chamava “Chorinho DDD” (Davi Deu a Deixa), depois de uma conversa minha com Rosa Rodrigues, sobre graus conjuntos no choro, o que a inspirou. Lobão gostou e letrou.

Chorinho sem pretensão (Rosa Rodrigues/ Thiago Lobão)

Não seja amigo da tristeza
Ela passa, não faz mal
Pois todo dia é dia de estrela
Pense bem, seja mais que alguém 

Dance com o tempo
Respire um minuto
Todas as cores
E um tom diminuto 

Eleve bem a sua escala
até o zênite da ideia
Paz tem mais quem leva
Mas quem também a refaz.


Nome favorito (Ian Cardoso/ Thiago Lobão)


Samba da lembração (Tássio Carneiro/ Thiago Lobão)

A resposta na internet foi boa e nossa empolgação com isso e com as músicas gerou alguns shows.

cartaz_manontropo_final_digitalPintura: Rodrigo Seixas

Manontropo (1)Foto: Rodrigo Wanderley

Show gravado ao vivo, por Jorge Solovera, no Teatro Solar Boa Vista (08/07/2011):
http://www.4shared.com/mp3/Siptyw6w/manontropo_show.html

Clipe da música “Sertões”:

Direção, fotografia e montagem: Caio Araújo

Sertões (Ian Lasserre/ Thiago Lobão)

Uma vela,
uma tela,
sede na rede,
um João

Uma renda,
uma fenda,
fama de fome,
dois Joões

Um mundo,
um país,
mil sertões

Um mundo
Um país
Mil Joões

Essa agregação temporária pode render muita música, fotografia, vídeos, pinturas, aprendizado e divertimento e é coisa que eu deixo aqui de sugestão:

Façam coisas parecidas, façam projetos, qualquer intercambio artístico é muito rico pra quem faz e pra quem recebe.

E a criação e histórias ficam. A música da Manontropo foi registrada de forma simples, as vezes até tosca, mas podem ser bem gravadas a qualquer momento no futuro, com arranjos bem pensados e os responsáveis serão essa geração…a sensação é muito boa, simplesmente porque a gente fez. Esse material todo podia nunca existir sem a agregação e a fome. De amizade, som, cores e farra. Vale a pena.

Façam!

PS 1: Desculpem o atraso pra nova postagem…festividades…

PS 2: Faltaram algumas letras que não tenho, peço aos autores que me enviem ou eu peço depois e atualizo aqui.

PS 3: Viajo depois de amanhã e esse será o último post do ano, retornando na segunda semana de janeiro.

Bom reveillon! PAZ!

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Diego Matos.

Foto: Rubens Freitas

Eu e Diego nos conhecemos trabalhando juntos numa loja e foi com ele que comecei a tocar em bares, já que a banda dele na época, Pangenianos, convidou a Vitrola Azul – que eu participava – pra estrearmos.

Uns meses atrás fizemos umas gravações aqui em casa (aquela história do selo caseiro…), mas essas nem são as guias, foram só pra eu ter uma registro das músicas e pensar os arranjos.

Ar condicionado (Diego Matos)

Um ombro foi pra chorar só
Por que não o meu? que tanto fez
Veja como terminou
Por qual caminho o amor passou?
De tudo uma briga perdurou e dói que eu sei, eu sinto dor

Dorme que eu zelo por você
Sinto por tudo que não fiz
Agora vou me delatar:
Da vida nada almejo mais

Mas que esmero o que nem quero
Se vá, que agora espero,
Deitar-me com…
Quem será que vem levá-la de mim?

Minha alma deita com quem?
Será que vem levá-la de mim?

Minha alma deita com quem?
Com quem, com quem?
Será, será que vem

Imagens, Edição e Finalização: Filipi Pauli Bortolini
Fotografia, guitarra e voz: Marcelo Castilho (Marceleza)
Voz e violão: Diego Matos (Fox)

Cidade (Diego Matos)

Cidade linda
Me faz acordar
Cidade linda
Me faz acordar

No meu peito um toque
Obrigo a bater
No peito jaz um fardo que me obriga a viver
Lindo quando os raios de luz conseguem usurpar as nuvens
Cinzas sãos os rios que trazem os peixes para as margens da…

Cidade linda
Me faz acordar
Cidade linda
Me faz acordar

Oh, tão belas manhãs de quase-sol
Entorpecem minhas vistas
E deixam-me a perder com tanto caos
Embuço a minha face
Outro tom de voz lhe dou
Ao te falar quem sou
Um outro algoz
Enforco a vida em fina flor
Esqueço esquinas
Ao te falar de amor
Persuado as trinas da cidade
Me faz acordar

Cidade linda
Me faz acordar

Me faz outro alguém
Oh, me faz outro alguém.

Finório Filão (Diego Matos)

Vamos fazer compras de mês
Mas não há casa não
para chocar
Vamo esperar o brio se acoitar
E assim ascender
Nas brumas há de bailar sem fulgir

Ah, topázio sem cor
Nada o estima valor
Jazidas que jazem já dizem o quanto gastou
Oh, topázio sem couraça

Numa furna adentrar
No chão se arriar
E a fora trazer o quão se esqueceram de se lapidar
Vamos comprar ou vamos furtar?
Transcendes daqui pra longe de mim
Pois sei que não há peito pra te revender
Pedra de vime
Vistas a firme
És brandas em time
Viril feito o crime de te sabotar
Ah, de quem a queira filar

Ah, topázio sem cor
Nada o estima valor
Jazidas que jazem já dizem o quanto gastou
Oh, topázio sem coração

Peixes em bolsas (Diego Matos)

Nasce um sol
Lamento a dizer
Que se acorde em dois
Mas se dorme a três
Cidade, eu vou pra rua arar
E o vento passar
E traz contigo em sons, ruídos
Peixes em bolsas, tapas e gritos
Encontro, espartilhos
Que assim me leva a voltar
Me faz acordar no mesmo lugar
Me falta um chamego
Um cheiro no nêgo
Cangote, com jeito
Esfrego no queixo
E assim me leva a sonhar
Me faz esquecer
Os muitos a mais
Por fim, ficamos a sós
Vem me oferecer
O que mais posso querer
Me beija, me queira, me deixa
Me beija, me deixa, me queira
E me beija
E me deixa

Nasce um sol
Lamento a dizer
Que se dorme a dois
Mas se acorda a um.

Diego também atende pelo nome de Fox e tem uma banda chamada Suinga:

http://www.melodybox.com.br/suinga

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A banda do futuro.

Na formação atual, a Velotroz conta com:

  • Giovani Cidreira (voz e violão)
  • Tássio Carneiro (guitarra e teclado)
  • Silvio de Carvalho (guitarra)
  • Caio Araújo (contrabaixo)
  • Maicon Charles (bateria)
  • Filipe Cerqueira (percussão)

Da discografia, só consegui encontrar o trabalho mais conhecido, o EP “Parque da Cidade”:

http://www.mediafire.com/?4kby5g6lbg1idzh

Existe ainda o “Duas e meia”, primeiro EP deles, de 2007 – eu acho – e uma gravação de ensaio, contendo três músicas (Moda de samba, O meu sangue ferve por você e Para Lennon e McCartney). Mas não achei nada, os links do blog deles estão quebrados (se a galera da banda puder upar novamente, edito aqui), mas ainda dá pra jogar Pacman e ter acesso à informações:

http://bandavelotroz.wordpress.com/discografia/

Dir. Fotografia : Marceleza Castilho
Direção e edição: Caio Araujo

Domingo não estou no parque

Todo dia faço o mesmo, sou a mesma coisa
Todo plano que um homem faz, amanhã posso fazer também
Vinte minutos pra acordar pra se lembrar de ontem
Da água que você não soube beber, daquilo que você comeu
Daquela pessoa que você não viu, da pessoa que emergiu de você
Diferença nas religiões, eu não entendo muito bem
Alguma coisa nos uniu, o mundo pra nos separar
A que horas você sai? Quantos amigos você tem?
Eu tô falando de verdade, a quanto tempo você fez?
Nem sei mais se gosto de rock
Posso dizer que eu te amo pelo computador
mas não é a mesma coisa
Isso não é a mesma coisa
Mas não é a mesma coisa
Isso não é a mesma coisa
A maresia do tempo me incomoda
E nesse exato momento ela se encontra sobre mim
A duplicidade de suas guitarras é o que não deixa a minha voz sobressair
Diferença nas religiões, eu não entendo muito bem
Alguma coisa nos uniu, o mundo pra nos separar
A que horas você sai? Quantos amigos você tem?
Eu tô falando de profile, a quanto tempo você fez?
Nem sei mais se gosto de rock
Posso dizer que eu te amo pelo computador mas não é a mesma coisa
Isso não é a mesma coisa
Mas não é a mesma coisa
Isso não é a mesma coisa
A maresia do tempo me incomoda
E nesse exato momento ela se encontra sobre mim
A duplicidade de suas guitarras é o que não deixa a minha voz sobressair
Tanta coisa pra dizer que eu não sei teclar
Como é que tá você depois de tudo?
É, acho que está offline

Direção e Edição: Caio Araújo
Fotografia: Gabriel Lima
Produção: Ezkizofilmes

Mar Morto (Giovani Cidreira)

Lá, onde bom era bom demais
Lá, onde andava a pé, de pé
sem nem me preocupar com você

Sentados na varanda
A olhar o raiar do sol
Sentados na varanda
A olhar…

Hoje não vejo mais
Aquela boa moça,
O atento rapaz
A força na tua voz

Você é salgada demais pra entender
eu já sei que sou capaz de sair da água
Você é salgada demais pra entender
eu já sei que sou capaz de sair da água…

Foi-se o tempo em que gastava
tudo que lhe restava
o meu tempo com você

Veja o que você me deu,
tudo o que perdeu,
o que não tem mais volta

Não espere minha porta, minha mão aberta.
Sei de tudo que você não pode fazer melhor,
Sei de tudo que você não pode fazer…
Sei de tudo que você não pode fazer melhor!

Você é salgada demais pra entender
eu já sei que, sou capaz de sair da água
Você é salgada demais pra entender
eu já sei que sou capaz de sair da água…

Você é salgada demais!
salgada demais…
Você é salgada demais!
salgada por demais…

Equipe:
Ary Barata (ator)
Ice (cão)
Direção: Liz Riscado e Nívia Reis
Edição: Nívia Reis
Direção de Fotografia: Wes Sacramento
Câmera: Fabíola Silva
Continuísta: Ana Clarissa Lopes
Produção: Alice Medeiros, Liz Riscado e Nívia Reis
Still: Oto Catarino

Eu, robô (Giovani Cidreira)

Os meus dias são assim
Penso em ter alguém
Que me aceita
Em ser natural

Mas nunca faço assim
Não o bastante
Tão perto do mar
Tantos peixes lá

Mas não vou até o final
E você fala demais

Há algo de automático em mim
Há algo de mecânico em mim
Há algo de robótico em mim
Existem as pessoas assim.

Hora de trocar o óleo
Hora de mudar de mundo
Gol, mais um gol que eu não fiz.

Você precisa saber da piscina
Da margarina.
Da Carolina.
Você precisa aprender inglês
Pra ler o meu manual

Eu sou robô, viu?
Eu sou boneco
Eu sou fantoche, viu?
Eu sou robô, viu?
It’s very machine, mexe comigo

Os meus dias são assim
Penso em arriscar
Em não sufocar meu lado relax
Mas nunca faço assim, não o bastante
Tiro a gravata
Dez, quase no mar

Mas não vou até o final
E você fala demais

Há algo automático em mim
Há algo mecânico em mim
Há algo robótico em mim
Existem as pessoas assim.

Hora de trocar o óleo
Hora de mudar o enredo
Gol, mais um gol que eu não fiz.

Algo de automático em mim
Algo de mecânico em mim
Algo de robótico em mim
Existem as pessoas assim.

Hora de trocar o óleo
Hora de mudar o enredo
Gol, mais um gol que eu não fiz.

Direção: Rafael Jardim

Vizinha Suicídio (Caio Araújo)

Apague o cigarro,
Seu automóvel já vem,
Acabe com o álcool, eu sei,
Com ela também.
Não coma ração,
Jogue fora sua televisão,
Que eu já sei de cor,
O que não te faz bem.

Sua vizinha só pensa em morrer,
Coitadinha, vai esquecer que na verdade já está morta,

O automóvel colorido,
Tem um piercing no umbigo,
Tatuagem escondido,
Ela pulou do infinito,
A vizinha suicídio.

For no one (Paul Mccartney)

Participação no programa Soterópolis:

Novos dois registros em áudio estão prometidos: um EP gravado com o produtor Jorge Solovera e outro por Tadeu Mascarenhas, esse segundo em decorrência de terem vencido o Desafio das Bandas 2011.

Ambos sem previsão de lançamento. Mas vou aprender muito nesse dia.

Edição: Caio Araújo

“Moda de samba” foi a única música liberada até agora dessa nova leva e pode ser escutada aqui: http://www.melodybox.com.br/velotroz

Moda de samba (Caio Araújo)

Relógio preto
sem sapato
andando rápido,
o abajur
se esqueceu do velho lenço
se esqueceu o documento
acalme aí
espere o carro
eu não sou fato
novembro passa
eu sou fumaça
eu sou criança
eu não sou santa
filho de rato
espere um pouco, moda de samba
que a verdade chegou na lama,
espere um pouco, moda de samba
que a verdade..
acredite eu sou o rei do carnaval!

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