Diego Matos.

Foto: Rubens Freitas

Eu e Diego nos conhecemos trabalhando juntos numa loja e foi com ele que comecei a tocar em bares, já que a banda dele na época, Pangenianos, convidou a Vitrola Azul – que eu participava – pra estrearmos.

Uns meses atrás fizemos umas gravações aqui em casa (aquela história do selo caseiro…), mas essas nem são as guias, foram só pra eu ter uma registro das músicas e pensar os arranjos.

Ar condicionado (Diego Matos)

Um ombro foi pra chorar só
Por que não o meu? que tanto fez
Veja como terminou
Por qual caminho o amor passou?
De tudo uma briga perdurou e dói que eu sei, eu sinto dor

Dorme que eu zelo por você
Sinto por tudo que não fiz
Agora vou me delatar:
Da vida nada almejo mais

Mas que esmero o que nem quero
Se vá, que agora espero,
Deitar-me com…
Quem será que vem levá-la de mim?

Minha alma deita com quem?
Será que vem levá-la de mim?

Minha alma deita com quem?
Com quem, com quem?
Será, será que vem

Imagens, Edição e Finalização: Filipi Pauli Bortolini
Fotografia, guitarra e voz: Marcelo Castilho (Marceleza)
Voz e violão: Diego Matos (Fox)

Cidade (Diego Matos)

Cidade linda
Me faz acordar
Cidade linda
Me faz acordar

No meu peito um toque
Obrigo a bater
No peito jaz um fardo que me obriga a viver
Lindo quando os raios de luz conseguem usurpar as nuvens
Cinzas sãos os rios que trazem os peixes para as margens da…

Cidade linda
Me faz acordar
Cidade linda
Me faz acordar

Oh, tão belas manhãs de quase-sol
Entorpecem minhas vistas
E deixam-me a perder com tanto caos
Embuço a minha face
Outro tom de voz lhe dou
Ao te falar quem sou
Um outro algoz
Enforco a vida em fina flor
Esqueço esquinas
Ao te falar de amor
Persuado as trinas da cidade
Me faz acordar

Cidade linda
Me faz acordar

Me faz outro alguém
Oh, me faz outro alguém.

Finório Filão (Diego Matos)

Vamos fazer compras de mês
Mas não há casa não
para chocar
Vamo esperar o brio se acoitar
E assim ascender
Nas brumas há de bailar sem fulgir

Ah, topázio sem cor
Nada o estima valor
Jazidas que jazem já dizem o quanto gastou
Oh, topázio sem couraça

Numa furna adentrar
No chão se arriar
E a fora trazer o quão se esqueceram de se lapidar
Vamos comprar ou vamos furtar?
Transcendes daqui pra longe de mim
Pois sei que não há peito pra te revender
Pedra de vime
Vistas a firme
És brandas em time
Viril feito o crime de te sabotar
Ah, de quem a queira filar

Ah, topázio sem cor
Nada o estima valor
Jazidas que jazem já dizem o quanto gastou
Oh, topázio sem coração

Peixes em bolsas (Diego Matos)

Nasce um sol
Lamento a dizer
Que se acorde em dois
Mas se dorme a três
Cidade, eu vou pra rua arar
E o vento passar
E traz contigo em sons, ruídos
Peixes em bolsas, tapas e gritos
Encontro, espartilhos
Que assim me leva a voltar
Me faz acordar no mesmo lugar
Me falta um chamego
Um cheiro no nêgo
Cangote, com jeito
Esfrego no queixo
E assim me leva a sonhar
Me faz esquecer
Os muitos a mais
Por fim, ficamos a sós
Vem me oferecer
O que mais posso querer
Me beija, me queira, me deixa
Me beija, me deixa, me queira
E me beija
E me deixa

Nasce um sol
Lamento a dizer
Que se dorme a dois
Mas se acorda a um.

Diego também atende pelo nome de Fox e tem uma banda chamada Suinga:

http://www.melodybox.com.br/suinga

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Um pensamento sobre “Diego Matos.

  1. Já conhecia algumas dessas.
    Nosso projeto tem que sair do papel!

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