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Vitrola Azul.

Vitrola Azul é:

  • Dadi Andrade (Bateria)
  • Thiago Lucas (Baixo)
  • Davi Correia (Voz e Guitarra)
  • Helder Santos (Voz e Guitarra)

Em 2012 lançaram o EP Mais Louca Alegria:

Ilustração: Helder Santos

Texto Base (Rafael Jr.)

Eu tenho base, tenho forma e até conteúdo
O que não quer dizer que eu já tenha tudo
O som que eu faço tá escrito em papel de embrulho
É filho do barulho e pai do computador
Nas entrelinhas eu sou banda voou, nas linhas rock’n’roll

O Texto Base é som à base de adrenalina
Ferro na boneca da menina
É som à base de adrenalina
Anti herói e anti heroína
É som à base de adrenalina
Álcool, metanol e gasolina.

Talvez (Davi Correia/Dadi Andrade/Gabriel Arruti /Helder Santos)

E ela olhou pra mim
Parece até que foi um sonho bom
Fez que ia vir, fez que ia olhar
Fez que…foi, não fez, foi de se esperar
Talvez quando o copo secar

Talvez eu levantasse, quem sabe um bilhete pro garçom
Eu talvez entregasse e você achasse bom

Mas a timidez não me deixou
Talvez encontrar um novo amor
Não sei eu que vou, não…se só eu sei
Que algum de nós vai ter que levantar
Talvez quando o cigarro apagar

Talvez eu levantasse e fosse em teu lugar
Quem sabe eu te beijasse ou só ficasse a te esperar

Mas eu não fui em momento algum
Quando te procurei não te vi mais em lugar nenhum
Passa a noite e eu…passa e desce mais
Eu sou marinheiro e perdi meu cais
Hoje eu te perdi e já não dá mais

Talvez um outro dia, sozinho a navegar
Quem sabe eu encontre seu porto pra ficar


Direção, Produção e Edição: Moringa Design/Sara Cohim

Cine da Esquina (Rafael Jr.)

O Cine da Esquina voltará a funcionar
No mês que vem, na semana que vem
Eu estarei junto com você, no primeiro dia meu bem
Como de costume
Reviveremos ali momentos no cinema
E a nossa grande história de amor.

Hoje em dia (Davi Correia)

Ela sabe o que eu não sei
Que é prever, não sei aonde vou
Calendário de ninguém
Os meus passos eu que dou

Vou desistir, se está assim cansada
Mas se é o fim não quero perder nada
Diz que esse amor era lindo
Diga pro meu coração
Que ainda não sabe que perdeu

Ela sabe, eu também sei
É que hoje nada parece seguro
Ela sabe o que me deu
Pôs o dedo onde vou seguir

Se ela apostou, o amanhã é nada
Se ela mudou, não é minha namorada
Quantos meses mais eu minto?
Tenha alguma reação
Porque não vivo contando com isso
Então não viva contando com nós
Porque não vivo contando com isso.

Mais louca alegria (Davi Correia)

Ainda bem a velha nave só ter defeitos
É tão linda e leve a vida aqui na estação espacial
Não leve a mal, andróide
Mas não fico mesmo nem um pouco aflito
Que não tenha dado certo
Desespero com o que está havendo
Eu tenho medo
Você é silício

Me dê a bíblia
Quero tudo que puder ser resguardado
Revelo em um dia ou mais pros demais
Venha, já é o meio do dia
Sou capaz de contrariar por nós dois
Aprenda:
Vi até o fim dos séculos
Serão séculos de dor

Ninguém vai se juntar aos vermelhos
Quem teve essa idéia de merda de nave espacial?
Simplesmente vá onde marcamos anteontem
Use minha vespa
De amanhã não passa o inicio da guerra inter-estelar

E ainda acham que é uma idéia original
Redemocratizar um marginal instinto: a Dor
Vão embrulhar um pesadelo e lhe entregar
Julga o presente certo, andróide esperto?

Quem mais se juntará à guerra?
Quem desce aí sem chorar ao pisar outra vez na Terra?
Já há 3 mil voltas de sol que ninguém vem da estação
Que ninguém tem os pés
Que ninguém tem os pés, pés no solo colorado
Um craquelê mineral
Onde parece chover bomba há meses
Robôs e mortos no saguão
Naves queimadas, céu marfim…em casa, enfim
Se não der certo aqui
Se eu me entregar assim
Eu serei de Marte.

Samba de Natal (Davi Correia)

Essa tua tristeza?
Deixa no avião e vai
Avisa pro teu pai
Que ele não quis
Mas me mostrou

Que o amor não é
O amor só tá
E em vão
Bem, isso é Deus que eu sei
E Ele não faz por mal
É só um jeito de desafiar

Ah, não faz assim amor
Por causa de alguns meses
É lembrar, que quando isso sarar…
Do que pra nós já é distante e feliz

E se acordar distante
Com o Chico chorando
Pode sorrir amar
O presente que ainda vai chegar

Eu ia fazer um samba pra você
De natal, mas ficou tarde
Queria, quem sabe, aprontar pro carnaval
Outra fineza
Qualquer bobagem

Seria ruim?
Dessa tua tristeza
Deixa no avião e vai
E avisa pro teu pai
Que quando eu chegar

Dessa tua tristeza
Eu não tenho dó da tristeza
Vou levar pra mim
Tá bom?
Pra o que for de nós dois:
Não saia do tom

Três (Davi Correia/Gabriel Arruti/Rafael Arruti)

Se eu pedir você me traz
Da mais fina dor que é capaz
De me fazer quebrar
O que pra nós foi bom
Bom mesmo é não demorar
O sereno dói meu coração

Se mentir você faz
Pouco do amor de um tempo atrás
Melhor viver que lembrar
O que pra vocês foi bom
Eu não mereço esperar um parecer
Da solidão

Vai e vem dizer que um só é pouco
Para esse seu coração sem dono
Vai quando bem quer
Não estou mais louco
De por você perder meu sono

Vai amor meu
Perdoa descarregar em ti
Toda mágoa de meu bem e assim
Se é da boca pra fora
O que mais que ainda posso dizer?

Vai e vem dizer que um só é pouco
Para esse seu coração sem dono
Vai quando bem quer
Ainda tô louco
Pra ver por onde, quando e como.

Registro feito no I Festival Habemus Rock, Salvador-BA.

Registro feito no I Festival Habemus Rock, Salvador-BA.

Todo mundo sabe dela (Davi Correia/Gabriel Arruti/Rafael Arruti)

Enquanto ouve palavras doces
Passeia de bicicleta
Com seu jeito de menina
Não vê porquê em se entregar
A outra bebe amarga vida
É por todos apontada como aquela da avenida
E de todas as quebradas

Que sabe amar
Todo mundo sabe dela
Todo mundo sabe dela
Não vê porque em se entregar

Cedo ou tarde a menina entenderia
O que a outra das quebradas lhe dizia da vida vadia:
– Tem a cachaça, os salões, o sabor de viver as paixões, vem sem pudor à alegria, brasileira, ao calor, bota a roupa domingueira, vem cantar a noite inteira o amor!


Registro feito em apresentação no Festival Munhozstock VI, Munhoz – MG.

6 de Fevereiro (Davi Correia)

Noite tensa nos bares do norte
A malzbeer, ela ou eu tenho a culpa?
Não lembro quem foi que excedeu
Crise no preço do ingresso no bar da sinuca
Um abuso de sorte
Sei lá o que é que te dá
Não calou o bico, só o medo
Era pra ter dançado
Tinha que vir um valentão e abusar

Dêem algum sossego
Deixem ele ai enchendo o policial
Já não houve grito o bastante?
É, foi um show à parte afinal

Deixa eu dar um conselho
Dar queixa é estéril contra oficial federal
Fosse outro Pub irlandês não ia durar até as 3h
É a idéia que eu posso guardar
Como uma placa fantasma, um aviso de bar, que diz:

“O menino que você quis salvar hoje não entra aqui.”

Deixemos isso de lado
Leva um show cansado
Como se forçasse um favor
Ele voltar não é o problema

O quanto ele é bom
É o quanto eu tenho pena

Parece uma recaída
Ou mudança de tom, que é o normal da idade
Bem provável, é que quando termina
Difícil é não ser só vaidade

Dêem algum sossego
Deixem ele ai enchendo o saco do policial
Já não houve grito o bastante?
É, foi um show à parte afinal

Deixa eu dar um conselho
Dar queixa é estéril contra oficial federal
Fosse outro Pub irlandês não ia durar até as 3h
É a idéia que eu posso guardar
Como uma placa fantasma, um aviso de bar, que diz:

“O menino que você quis salvar hoje não entra aqui.”

Para acompanhar e saber mais:

http://www.facebook.com/VitrolaAzul
https://soundcloud.com/vitrolaazul
http://tnb.art.br/rede/vitrolaazul

Foto: Laura Vasconcelos

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Manontropo.

lFoto: Sara Cohim

Tendo amigos compositores de várias bandas e tribos, a ideia do Manontropo surgiu pensando um projeto só com composições em parceria. Grava-las e fazer uma página com os resultados (na época era o Myspace o da moda). Isso por um tempo ficou só na minha cabeça.

O meio de 2010, julho ou agosto, foi o início da minha amizade com Thiago Lobão (http://rascunhodesol.blogspot.com/), poeta e letrista (e futuro cantor). Ele havia feito umas letras para o pessoal da Neologia (http://www.myspace.com/neologia) e o conheci através de Ian Lasserre.  Na casa de Ian, fizemos uma música chamada “Era baiana” e a química foi tanta que logo dividi com ele a ideia do laboratório de composição.

Começamos assim, nós dois, um projeto que deu muito certo enquanto durou (cerca de oito meses), foi agregando muita gente boa, muita produção, cerveja e cigarros.

manontropo 2Foto: Rodrigo  Wanderley

Sem pressa e com muita leveza, fomos prolíficos. Não sei ao certo, porque nem todas as parcerias foram gravadas, mas acho que o grupo fez mais de 30 músicas em uns 5 meses. O restante do tempo foi preparação de shows e ainda rolaram umas musiquinhas novas nessa etapa (e continuam rolando…).

Eu, Thiago Lobão, Gabriel Rosário, Dadi Andrade, Ian Lasserre, Giovani Cidreira, Eric Pretti, Cyllus Cohen, Katherine Almeida, Ian Cardoso, Gabriel Arruti, Zuza Zapata, Danilo Souza, Aracy de Almeida Campos, Rodrigo Seixas, Caio Araújo, Andel Falcão, Filipe Lorenzo, Ítalo Marques, Yves Tanuri, Tássio Carneiro, Lívia Ferreira, Rosa Rodrigues, Rodrigo Wanderley, Rafael Martins, Danilo Fonseca (“Garotinho”),  Marceleza Castilho…além de muitos amigos que iam as reuniões assistir, conversar sobre linguagem, estética e outras cositas, também contribuindo.

manontropo

http://www.myspace.com/masnaomuito

No segundo semestre de 2010, todo sábado, nos reuníamos na casa de Lobão e trabalhávamos. Ficou acertado que as gravações seriam caseiras e cruas, pra que o site fosse uma extensão do apartamento na internet, mantendo a ideia: fazer junto e mostrar como se mostra a um amigo que nos visita em casa: músicas sem maquiagem, com todos os seus defeitos de recém-nascidas e também suas potencialidades.

Foi um laboratório de criação e só. Gravar as músicas com pompa era coisa pro futuro.

Lobão

(Pintura de Rodrigo Seixas, da série Parafráticos, que ilustrou os shows. Muitos rascunhos foram feitos durante as reuniões.)


Gelo mares (Giovani Cidreira)

Depois de todos os lugares
De todos que avistou
Aponta pro teu gelo
Mares que não tem mais amor nenhum…
Que não tem mais amor nenhum.

O prisma que repete
A cor que não tem mais
Você que se repete
Lembrança que não tem mais fim

Eu, teu corsário preso
Que eu nem te conheço
Mas tens brilhado em mim
Eu, um homem triste.


Da geração (Davi Correia/ Thiago Lobão)

O que será?
No que vai dar?
Computadores
Calçadas poucas, a vida a mil
Filme em cores concretas
Folhas tão discretas
Almas em série, corpos concretos
Nadas no novo, neurose urbana
Tô nem aí
Nadas no mundo, um velho ovo
Reverso o verso

O que virá da geração
no pós do caos
Pós se viver, não-vida
Sonhos em avenidas

Super-homens
Que não salvam as nossas
Utopias, mobilizações de canções
Massas
Eu não sei mais onde
Perdendo espaço intenções sem cartaz

Formações das (in)formações sem substância

O que dará da geração
Reprodução do lado cá
Escreverão esta história porque mãos vem me amar
O meu amor só fala em bits-flor
Niilismos e narcisos
Vou…

…cantar pras paredes
Ouvir mil ecos que farão
Depois de surgirem tempos das gerações
O que nos dirão então das invenções das gerações
que não inventaram tempos nos corações?


Rio-Bahia (Ian Lasserre/ Gabriel Rosário/ Thiago Lobão)

O tempo navega por entre colunas de nuvens
De onde se avista um canavial
E o sonho perpassa a estrada
E o sonho se derrama pela estrada
Sente fome e frio pela estrada – um menino
Que na rio-bahia vai franzino
Já nem sabe cadê o painho, a mainha
Pra um abraço sem mãos pelo caminho
A certeza perpassa o olhar
E a certeza se derrama pelo olhar
Quinquilharias e muambas – pelos pés
Num país de olhos fechados
Na rio-bahia vai miúdo um menino
Que não sabe cadê aquele menino
Cadê o menino?


Justinho coração (Ian Lasserre/ Thiago Lobão)

Não é justo coração
Que tanto deu ao dar amor
Andar cheio e sem razão
Que se emprestou prestando amor
Bater fora da canção
Que fique justo
Juntinho ao meu
Um dengo direitinho
É só meu e seu
Justinho ao meu
Que seja junto
Futuro ajeitadinho
É só meu e seu
Ando cheio de esperança


Açaí aqui (Giovani Cidreira/ Thiago Lobão)

Ela vai tomar açaí
Ela é de açaí
De açaí
Açaí
Lá do outro lado
Lá do lado ali
Ela vai ficar aqui
Ela é aqui
Ela vai ficar aqui
Aqui
Aqui
Ela quer ver o Havaí
Ela é o Havaí
O Havaí
Havaí
Lá no oceano
Lá no oceano ali
Ela vai ficar aqui
Ela é aqui
Ela vai ficar aqui
Aqui
Aqui


Espelho de Alice (Giovani Cidreira)


Girassol e Tarde (Giovani Cidreira/ Thiago Lobão)

Sobre a cidade,
mil corpos de nuvem,
sob a tarde,
um girassol.

Sobre o vento,
Discursos, caminhos…
sob um passarinho,
um girassol.

E a manivela do mundo girando,
e as oficinas de vento mexendo comigo,
mas já nem ligo,
um sentimento aqui parece maior,
parece melhor nem pensar.

Todo o momento que eu perco em silencio,
Tudo que eu guardei, ficou só.

Uma saudade pra viagem
e a engrenagem me confunde,
a minha turma, meus amigos,
coisas que nem sei,
coisas que não sei falar.


Marchinha (Davi Correia)

Passou, também não queria
Mas não se magoe
Todo mundo volta à cidade hoje
Para enfeitá-la toda para o carnaval

Senta, todo mundo chora
Mas vê se te aguenta
Ouça, não se espante
Até onde eu me lembro
Moça mais bonita que você não há 

Assim, põe o teu sorriso a luzir na avenida
Me dá no olhar ridícula esperança
De que nessa noite vou ser o teu par


Odisséia Baiana (Davi Correia/ Thiago Lobão)

Me apressar? Não.
Eu sou o sol
Não adianto tempo
Não perco a viagem de ser farol
Raios em fios vou costurar

O que o silêncio dá eu como
Ninfas no mar
Óleo de baleia
Lúzidas rainhas
Itaparica: minha Ítaca baiana

Se vou naufragar, Deus, me folgue o nó
Capina na nuvem um tempo bom
Semeia luz pra minha Penélope
Que alucina
Tecendo um vivo-morto
Relaxe
Até o fim do dia, nêgo, desmancho o tricô de novo

Eles me veem, não
Bordo e repito:
Não me basta corpo
Quero, além do mito, o meu pedaço
Ausência amarro neste laço

Netuno quis assim, apelo: Iemanjá!
Proteja a costeira
Ilhas derradeiras
Ciclopes vi
Não fico cego, é logo ali

Se vou naufragar, Deus, me folgue o nó
Capina na nuvem um tempo bom
Semeia luz pra minha Penélope
Que alucina
Tecendo um vivo-morto
Relaxe
Até o fim do dia, nêgo, desmancho o tricô de novo.


Pintura de caros amigos (Davi Correia/ Thiago Lobão)

O que me é caro escapa
Viva roda
Do que amo me afasta e não posso dormir
É o colchão, pesadelo, o café…
Acho que eu não nasci pra cidade
Ô neguinha, tem aquarela aí?

Que eu pinto os meninos que vão em suas rondas
A noite alucinar, reinventar som de iludir a cadência
É inversão, contrapé
Falo sério, não nasci pra cidade
– Tem carvão…
Nu diapasão: João tá aí

No carnaval cairão os panos de onde estamos
Luz pra esses novos baianos
Vou pra praça me sambar
E só ver aquele tal
A cidade tem o que, meu Deus?
O que essa gente vê?

Ele é maluco e não é
Em francês
Preto de Marte, se vem, já não sei
Pois ainda evem o batuque daquele de idade, espero
Mó beleza, Axé na avenida

Ainda tem gente que vem para a vida
Fazendo do canto o vintém, Tom
Esse samba cadê? Não tá aqui
Bandolim sem corda não fala nada
Esse som de mesa é todo bom

No carnaval cairão os panos de onde estamos
Luz pra esses novos baianos
Vou pra praça me sambar
E só ver aquele tal
A cidade tem o que, meu Deus?
No que essa gente crê?


Rosa de São João (Davi Correia/ Thiago Lobão)

Perfume novo
Vestido primavera ela tem

Depois do feriado
já não sei se canto outra vez
Quando ela for sozinha lá naquele trem
já estará contando o relógio: um, dois, três

Ela caprichou na desilusão
Quem lembrará da vida é coração
Apostei em vão

Se subir foguete,
me lembro – foi São João
Reverteria um ano só pra ter mais dois

Ao lado dela
Que Deus leve ela
pra todo mundo a ver da janela.


Telegrama pra Rosário (Ian Lasserre/ Thiago Lobão)

* Essa música originalmente se chamava “Chorinho DDD” (Davi Deu a Deixa), depois de uma conversa minha com Rosa Rodrigues, sobre graus conjuntos no choro, o que a inspirou. Lobão gostou e letrou.

Chorinho sem pretensão (Rosa Rodrigues/ Thiago Lobão)

Não seja amigo da tristeza
Ela passa, não faz mal
Pois todo dia é dia de estrela
Pense bem, seja mais que alguém 

Dance com o tempo
Respire um minuto
Todas as cores
E um tom diminuto 

Eleve bem a sua escala
até o zênite da ideia
Paz tem mais quem leva
Mas quem também a refaz.


Nome favorito (Ian Cardoso/ Thiago Lobão)


Samba da lembração (Tássio Carneiro/ Thiago Lobão)

A resposta na internet foi boa e nossa empolgação com isso e com as músicas gerou alguns shows.

cartaz_manontropo_final_digitalPintura: Rodrigo Seixas

Manontropo (1)Foto: Rodrigo Wanderley

Show gravado ao vivo, por Jorge Solovera, no Teatro Solar Boa Vista (08/07/2011):
http://www.4shared.com/mp3/Siptyw6w/manontropo_show.html

Clipe da música “Sertões”:

Direção, fotografia e montagem: Caio Araújo

Sertões (Ian Lasserre/ Thiago Lobão)

Uma vela,
uma tela,
sede na rede,
um João

Uma renda,
uma fenda,
fama de fome,
dois Joões

Um mundo,
um país,
mil sertões

Um mundo
Um país
Mil Joões

Essa agregação temporária pode render muita música, fotografia, vídeos, pinturas, aprendizado e divertimento e é coisa que eu deixo aqui de sugestão:

Façam coisas parecidas, façam projetos, qualquer intercambio artístico é muito rico pra quem faz e pra quem recebe.

E a criação e histórias ficam. A música da Manontropo foi registrada de forma simples, as vezes até tosca, mas podem ser bem gravadas a qualquer momento no futuro, com arranjos bem pensados e os responsáveis serão essa geração…a sensação é muito boa, simplesmente porque a gente fez. Esse material todo podia nunca existir sem a agregação e a fome. De amizade, som, cores e farra. Vale a pena.

Façam!

PS 1: Desculpem o atraso pra nova postagem…festividades…

PS 2: Faltaram algumas letras que não tenho, peço aos autores que me enviem ou eu peço depois e atualizo aqui.

PS 3: Viajo depois de amanhã e esse será o último post do ano, retornando na segunda semana de janeiro.

Bom reveillon! PAZ!

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