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Ian Lasserre.

Ian Lasserre

Ep Idéias e Pedaços

Capa do EP Ideias e pedaços
Concept/Design: Helder Santos
Fotografia: Lukas Cravo

Ian Lasserre aposta em vida inteligente na música baiana

Aos 24 anos, estudante de Filosofia na Universidade Federal da Bahia e já com uma história musical na cena baiana – elogiado por trabalhos com o grupo Manontroppo, a banda Neologia e o projeto In-transitu – o cantor e compositor baiano Ian Lasserre investe agora em um trabalho autoral solo. No próximo dia 30 de outubro, ele fará o show de lançamento do EP Ideias e Pedaços, no Teatro Sesi – Rio Vermelho.

Intérprete de voz bem trabalhada e instrumentista com uma marca rebuscada na execução do violão, sedimentando influências evidentes na valorização de ritmos e harmonias brasileiras, Ian vai apresentar no palco um repertório de composições inéditas, quatro reunidas no disco. O lançamento do EP Ideias e Pedaços é o primeiro passo do artista na construção do álbum Pindorama, previsto para ser apresentado em 2013.Para Ian, a depuração das letras nas composições é um dos pilares do novo trabalho. No EP estarão as faixas Sertões, Africanizar, Mar Mirante e Pindorama. No palco, essas quatro canções serão mostradas juntamente com outras sete composições. A maior parte das músicas é assinada por Ian, em parceria com o poeta Thiago Lobão. Completam o time de compositores, Davi Correia e Gabriel Rosário, este último, instrumentista e arranjador, integra a banda que estará no palco do Teatro Sesi. Rosário (bandolim) estará ao lado de Felipe Guedes (guitarra), Alexandre Vieira (contrabaixo elétrico e acústico), de Ícaro Sá (percussão) e de Kainan Gege.O repertório do show reúne melodias e harmonias que sintetizam cores de escolas como bossa nova, Clube da Esquina mineiro, tropicalismo e jazz, emolduradas por bases rítmicas calcadas na matriz índio-afro-brasileira. As letras expõem um olhar sobre o País, como em Pindorama (“chiado em mata, miragem e serra, viu, sete mares, caxangás, cobre, rios, sorte, caxambus, guarás, amigo o caxingó, oitis, torós, cocais, xingus, na sina de encontrar mil minerais e chãos, fundar, com mãos a vida arar, Brasis plantar…”) ou Africanizar (“quilombo sem espaço ficou, quero o outro lado contado, cor não divide o estado, reafricanizar a relação: se hoje cor é pão, por quem fui pintado?”), sem abrir mão do humor inteligente, como em Samba da Língua (“samba, samba, minha língua, com você não posso não, se me diz que é portuguesa, eu lhe digo não é não, é melhor ser brasileira e ter mais de uma cor, sambar tupi latim aqui, falar bantu e suaíli, e te gosto do seu jeito, normativa ou botequim…”).SHOW DE LANÇAMENTO DO EP IDEIAS E PEDAÇOSARTISTA: Ian Lasserre
DIA E HORÁRIO: 30 de outubro, 20 horas
LOCAL: Teatro Sesi – Rio Vermelho (Rua Borges dos Reis, 9, telefone: 3616-7061)
INGRESSO: R$ 20,00 / R$ 10,00

Texto: divulgação

Matéria na revista Muito: http://atarde.uol.com.br/muito/materias/1459822-a-musica-autoral-de-ian-lasserre

Depoimento do produtor, Jorge Solovera: http://www.jorgesolovera.com.br/em-andamento/ian-laserre-ep

Clipe de Os Sertões
Direção, fotografia e montagem por Caio Araújo, como um presente para a Manontropo.
Composição : Ian Lasserre e Thiago Lobão.
Sertão da Bahia, Fevereiro de 2011.

Jazigo Jazz
Composição: Ian Lasserre
Direção: Lukas Cravo

http://www.facebook.com/iancavazinilasserre

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Maglore.

Já que ficarão ausentes dos palcos baianos por um tempo, farei homenagem aqui a Maglore. Iniciei o blog com um clipe deles, mas eu ainda não tinha entendido o formato que o blog tomaria. E esse formato é como um banco de dados: não pulverizar as informações, colocar tudo o que uma banda fez, até o momento, numa postagem só.

A Maglore é Teago Oliveira (voz e guitarras), Léo Brandão (teclado e guitarras), Nery Leal (baixo) e Igor Andrade (bateria).

Maglore

Discografia:

Veroz (2010)
Veroz – Nova edição (2011)
Marcha Ré (single, 2011)

Eugeniusz Kowalski: Direção
Cesinha Veloso: Câmera
Eugeniusz Kowalski: Câmera
Carlos Farias: Câmera
Eugeniusz Kowalski: Edição
Maglore: Produção

Enquanto sós (Teago Oliveira)

Se esse sol não vier
O amanhã é pouco pra dizer que é só ilusão
A escuridão
Se essa cor não vier
Preto e branco é todo universo de habitação
Pra se perder, se achar e se entender
Pra reviver

Eu só queria ter você no coração
Sem ter toda essa tristeza
Em que pese ser amor
Nunca temos a certeza
De que estamos sós, até o fim

Toda dor pesa a fé
De que um dia o tempo feche essa cicatrização
Sem dar vazão…
Mas toda paz é tão certa
Quanto a alegria de saber lidar com a solidão
E perceber, na realidade crer
Pra renascer

Eu não queria emudecer com a razão
E emitir tanta frieza
Se pudesse ser mais são
Ia ver toda beleza
De que enquanto sós…
Somos união

Fotografia: Marceleza Castilho e Suzanne Bouron
Montagem: Filipi Pauli
Imagens feitas em Nieul, França.

Demodê (Teago Oliveira)

Quando eu ficar ranzinza
e não puder mais reverter
A idade que incomoda
É um demodê feito pra vender

Vou andar no descompasso
Dos cinquenta eu não passo
Não vou ter mais sensatez
Maldizer vai virar esporte
Vamos desdenhar da sorte
Ganhar mais e mais perder

E não vou falar de amor
De amor
E não vou guardar rancor nenhum

Enquanto o tempo não chega
De esperar só pra sofrer
A mentira que acomoda
É um demodê feito pra vender

Se precisas de ajuda
E esse deus que não acuda
Te complica o entender
É que quando vem a sorte
Ele fica bem mais forte
E só resta agradecer

E não vou falar de amor
De amor
E não vou guardar rancor nenhum

Eugeniusz Kowalski: Direção
Cesinha Veloso: Câmera
Eugeniusz Kowalski: Câmera
Graziella Macedo: Câmera
Jorge Solovera: Câmera
Eugeniusz Kowalski: Edição
Maglore: Produção

Lápis de Carvão (Teago Oliveira)

Vi seus olhos claros e seu batom
Desmontando sentimentos
Descontando frustrações

Fiz a tua boca à lápis de carvão
Revivendo fantasias
Remoendo sensações

Rasguei as fotos só de um lado
a lado separando o que é meu
Quebrei aquele emoldurado
Velho que um dia você me deu

Vai se guiando pelo vento
Que eu sei me cuidar bem só
Vai disfarçando o sentimento
Até te dar um nó
E se for se arrepender
Guarde tudo pra você
Porque pra mim já acabou

Vi seus olhos claros e seu batom
Revivendo fantasias
Superando frustrações

Eu fiz a sua boca à lápis de carvão
Desmontando fantasias
Descontando frustrações

Rasguei as fotos só de um lado
a lado separando o que é meu
Quebrei aquele emoldurado
Velho que um dia você me deu

Vai se guiando pelo vento
Que eu sei me cuidar bem só
Vai disfarçando o sentimento
Até te dar um nó
E se for se arrepender
Guarde tudo pra você
Porque pra mim já acabou

Filmagem: Marceleza Castilho e Suzanne Bouron
Edição: Filipi Pauli
Imagens feitas em Biscarrose, Arcachon e na Duna do Pyla, França.

A sete chaves (Teago Oliveira)

Ela é a moça que sonha
O tempo não lhe escorrega
Seus segredos
Não vem a tona
Porque hão de se preservar

Como pode assim um coração
A sete chaves se trancar
Pode esconder a emoção
Com tanta ternura no olhar
É só lembrar pra ver

É, parece que ela tem na ponta dos dedos
O caminho que trilhar
Parece sofrer com a espera de tudo que sonhar
Mas é seu jeito de levar

Qualquer coisa que lhe destoa
É pouca para lhe faltar
Sabe a hora de rir à toa
E também a hora de chorar

Ela pode ter um novo amor
Para em mil pedaços revirar
Peca na incerteza da paixão
Mas num passo sabe contornar
É só lembrar pra ver

É, parece que ela sente as cores do vento
O destino que traçar
Parece temer a força que vem de dentro
Encantar, pra nunca mais deixar
Pra sempre me levar


Estúdio Ibahia

Às vezes um clichê (Teago Oliveira)

Pode ser assim
Como um beijinho de passarinho
De uma leveza perspicaz
Quando eu dou por mim
Eu não estou mais tão sozinho
Tenho a beleza da cidade

É que assim talvez
A vida é boa
E tão a toa custa a acreditar
E tudo que acontece
A gente teme
Na certeza desse caminhar

E quero que você me leve
Do seu jeito e do seu modo
Não quero que você carregue
Nenhum peso pelo medo de gostar
Às vezes de um clichê

Posso ser assim
Um pouco alheio do seu ser
Mas é meu jeito de viver
Nenhuma frustração
Calejaria o coração
Sem essa gana de vencer

E quero que você me leve
Do seu jeito e do seu modo
Não quero que você carregue
Nenhum peso pelo medo de gostar
Às vezes de um clichê


Oi Novo Som

Todos os amores são iguais (Teago Oliveira)

Ele não lembra quando tudo começou
Mas já sabia que daquele jeito não daria
Rodou o mundo atrás de uma solução
Ignorando o que já viveu

Não tinha medo de reconciliação
Mas já previa toda confusão que haveria
Pediu um tempo pra acalmar o coração
Brincando de recomeçar

Demorou a entender
A grande ilusão
De que amor é sempre um só
O resto é figuração

E dessa vez acabaram com certeza
Lá lá lá mas voltaram outra vez
E já discutem pela sobremesa
Porque todos os amores são iguais
São iguais

Ela acordou com uma certa inibição
Seus braços caminhavam sobre a cama vazia
Se deparou com aquela solidão
E perdeu a razão

Só passou a entender
A mitificação
De que estar triste é estar só
O resto é só distração

Dessa vez acabaram com certeza
Lá lá lá mas voltaram outra vez
E já discutem pela sobremesa
Porque todos os amores são iguais
São iguais

Ele só queria se fazer feliz
Preenchendo o tempo com um outro alguém
Mas seu vazio é o coração

Dessa vez acabaram com certeza
Lá lá lá mas voltaram outra vez
E já discutem pela sobremesa
Porque todos os amores são iguais
São iguais


Oi novo som

Megalomania (Teago Oliveira)

Estamos todos juntos outra vez
Pregando aquela evolução mental
De quem tem mais razão pra se servir
Do erro de quem não pode voltar

O rei sou eu
E corre o sangue azul em mim

Espera aquela dança acontecer
Com todo aquele belo ritual
Do drama que vai te entorpecer
A boca que escolhestes vai urrar

O Deus sou eu
E o teu sangue corre em mim

Mas se você quiser acreditar
No sentimento tolo que te trai
Peça para ao menos se submeter
Somente a você

Estamos aqui juntos pra dizer
Sem Megalomania de quintal
Não esperamos tudo florecer
Livramos esse karma visceral

O rei sou eu
E corre o sangue azul em mim

Mas se você quiser acreditar
No sentimento tolo que te trai
Peça para ao menos se submeter
Somente a você


Show no Sanguinho Novo, abertura do show do Cascadura.
Praça Tereza Batista, 30 de janeiro de 2011.

O Mel e o Fel (Teago Oliveira)

Não vim só cuidar das flores
Não vim só sentir as sensações
O vento que traz amores
É o mesmo que corta os corações

E a moça sorri a doce
Porque do amargo já provou
E desdém da liberdade
É só pra quem nunca se fechou

Eu que não conheço muito mundo assim
Já calejo pra levar alguma coisa ao fim

Se tantos planos forem tão em vão
E se esse sonho amargar em nossas mãos
Eu quero que se cuide e que não mude o que tens de bom
Pra não desmerecer seus dons

Eu quis detalhar as cores
E poder colher as estações
A vida que traz as dores
É a mesma que une os corações

E o medo de ir tão longe
É o karma de quem não derrotou
Se certo é seu novo errado
Às vezes até nenhum dos dois

Eu que não conheço bem o mundo assim
Já calejo pra levar alguma coisa ao fim

Se todos os anos forem tão em vão
E se esse sonho amargar em nossas mãos
Eu quero que se cure e que não mude o que tens de bom
Pra não desmerecer seus dons

Se tantos planos forem tão em vão
E se esse sonho amargar em nossas mãos
Eu quero que se cure e que não mude o que tens de bom
Pra não desmerecer seus dons


Estúdio Showlivre (2011).

Marcha Ré

Em meio a todo o caos,
De pesos, dólares e políticas digitais
Surge o “homem-farsa” e as vicissitudes de quem sabe entreter.

Estamos cansados de toda essa mentalidade distrital
Pois se o lema é o “faça você mesmo”, então faça pra você.

E se quiser lembrar dos anos 70
Então, se libertar é tudo o que se tem.
E se subordinar é uma falsa saída

Vamos voltar!

Vamos voltar!

Eu já marchei com dignidade pela revolução cultural
E os zumbis ainda tentam controlar o estado, a mente, a mão de Deus.
Já descartei os falsos “Ches” e disse que os amores são iguais
Pois não são iguais, não são iguais.
Eu errei.

E se quiser lembrar dos anos 70
Então, se libertar é tudo o que se tem.
E se subordinar é uma falsa saída

Vamos voltar!
Vamos voltar!


Projeto Cedo e Sentado da Casa fora do eixo. Studio SP, São Paulo, 26/04/2011.
Produção e Edição: Rafael Kent

Tão além (Teago Oliveira)

Veja o som como um outro alguém
Que esse apartheid musical
A gente dobra e finge que nunca existiu

Veja o povo e o que é que ele tem
Alegria o ano todo e em fevereiro
O mundo inteiro é dele também

E o que fizer é pouco
Se não fizer com coração
Me siga por favor
Invente o seu verão

Me disciplinaram tão além
Que eu esqueci de venerar os carnavais também
Me trataram com tanto desdém
Se eu falo estranho mas me entendem então tudo bem

Entrevistas e Matérias


Entrevista para a Melody Box, 11 de Fevereiro de 2011, lançamento do CD Veroz no Audio Rebel, Rio de Janeiro.


Conexão Vivo na Sala do Coro


Tintim Por Tintim, JustTV, 25/04/11.


Entrevista no StudioShowLivre (2011)


Entrevista para o BahiaNotícias.com.br

Covers


Morena (Los Hermanos). Projeto “O Círculo Convida”, 14/03/2010.


Give me love (George Harrison), Estúdio Ibahia.


É D´Oxum (Gerônimo), Conexão Vivo na Sala do Coro, 6/02/2012.


Sexy Yemanjá (Pepeu Gomes), com Enio Nogueira, ao vivo do Vila do Rock, Teatro Vila Velha, 21/07/2011.


Don’t let me down (The Beatles), no Groove Bar.


Balada do louco (Os Mutantes), show de lançamento do single Demodê, 3/6/2010, Groove Bar.


Get Back (The Beatles).


Baby (Caetano Veloso), com Giovani Cidreira, da Velotroz, no Portela Café, 29/10/2011.

Para saber mais: http://www.maglore.com.br

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Neologia.

Neologia

Banda que teve três fases, felizmente acompanhei todas. A mais recente formada por Lívia Ferreira (voz), Bruno Balbi (guitarra), Vitor Vieira (contra-baixo) e Luciano Tucunduva (bateria).

Direção: Luciano Tucunduva
Fotografia: Tito Araújo
Color Grading: Fábio Santana
Fonograma produzido por Jorge Solovera

Poeta é Assim (Bruno Balbi/ Thiago Lobão)

Serei o seu ladrão banal
Poeta é assim meu bem
Sustenta dual

Furta a palavra
Sua a sorrir
E não há nenhum culpado

Poeta é assim meu bem
Repõe o tirado

Mas não pense que sou vilão
No fim
Talvez nao fique pra te ver corar
Enfim

Ao se ter quando ver
Tudo que roubei de nós: você

Poeta é assim meu bem
Espelha em você

Não foi agrado, nem me leve
Terá no hall um sentimento

Poeta é assim meu bem
Venta no vento

Mas não pense que sou vilão
No fim
Talvez nao fique pra te ver corar
Enfim

Por isso não imagine que me fui depressa
Quem sabe se ajeitarem os ponteiros começa
Outra vez a história refeita
Mais certa e sem defeito
Pra outra rima roubar e te dar

Sem jeito.

Direção: Marcia Tucunduva
Fotografia e Edição: Ricardo Wakabayashi
Produção: Luciano Tucunduva e Nina Fonseca

Não Negue Não (Bruno Balbi/Thiago Lobão/Vitor Vieira)

O meu olhar
guardei na sua mão
que vai pintar
um outro coração
Me diz se tempo
é quem apaga 
ou desenha você em mim?

Sou mais que flor
Cintilo pra você 
Se falta cor
espelhos vou comer
Mas não duvido
que nosso amor não há de desbotar 
Entenda!

Vejo você depois
dos olhos cansarem do dia
Beijo você em sonho
Se te olho, perco a guia
Mas não se engane, viu
Sou mais que nó e direção
Sou muito mais que uma
Sou seu sol, não negue não

Sou tropical
Pele floral
Mística flor
Cores, astros, noite, luz e calor

Sou delicada,
de luz da alvorada
Mas se não quer,
serei a minha estrada

E a brisa leve irá tocando a face amada 
e a vida.


Apresentação na Parada do Orgulho Louco 2011, no Farol da Barra.

Favela e Lar (Bruno Balbi/Thiago Lobão/Vitor Vieira)

Recontar Bahia cantando
Re-cantar o tom
Requentar dendê, atabaque
Revelar o dom
Que essa gente tem de ouvir
E viver do bom
Afoxé com acarajé inventou um som

Samba daqui
Mundo ganhou
Céu-mar-mão
Vem ver um…

Moleque correr atrás de pão e fé
Se abençoar terreiro e altar
Ver na Castro Alves recital e trio
Ser Bahia antes de falar Brasil

Tudo daqui
Convés andou
Fundou a cor 
Que é preciso pintar em todos

Mangas, fumos e cacaus
No modelo tinha
O mercado e a pescaria 
Dum sonho na linha
Patuá no humaitá marinheiro ia
Índio, preto, branco, menino, língua refazia

Samba daqui
Mundo ganhou
Fundou a cor
Que é preciso pintar em todos

Mungunzá-tupi-estrangeiro vir
Sem saber porque essa gente ri
Ser Bahia sem se des-baianizar
Ter brasil depois de a Bahia andar

Arte para todos, Favela e lar
Som de santo e de todos os orixás
Ser Bahia sem se des-baianizar
Ter Brasil depois de a Bahia ganhar.


Direção: Luciano Tucunduva
Edição: Kiko Figueiredo
Color Grading: Wilson Filho
Fotografia: Alessandro
Músico convidado: Diogo Flórez (Percussão)

Só Uma Atriz (Bruno Balbi/Thiago Lobão)

Ela chegou e roubou toda a cena naquele solar
Ela era o sol a nascer na noite a passar
E eu nem sabia que ela queria ser só uma atriz

Foi uma visão, um clarão de cores arrombando o pensar
Seu loiro cabelo oscilando no céu
Cheio de estrelas, azuis como o seu olhar
Que me entregava em silêncio melodia pro seu papel

Mas quem vai me dizer
Se era ela a fingir outro sorriso pra mim
Ou se era ela enfim
Minha espectadora afim
A adorar, me retendo pra me assistir

Mas quem vai esclarecer
Se era ela a fugir como artista que tem que partir
Ou o inicio do fim
Do espetáculo em mim
A começar me encantando pra me possuir

Me retendo pra me assistir
Me retendo pra me possuir
Me encantando pra me possuir
Ela chegou e roubou


Participação no Movimento Reciclo, da banda O Círculo, no Teatro Solar Boa Vista (20 de fevereiro de 2011).


Festival Baianada (18 de dezembro de 2010)


Berimbau (Baden Powell/ Vinícius de Moraes)


Meia Lua Inteira (Carlinhos Brown)


No programa Soterópolis (06/01/2011)


Vandex TV (2011)


Entrevista na Rádio CBN

Em 2011, participaram com outras bandas baianas do projeto A Cara e o Coração, disco com releituras de músicas de Guilherme Arantes:

14 anos

Coração fantoche

Para ouvir os áudios de “Poeta é assim”, “Favela e Lar” e “Não Negue Não” (gravação e produção: Jorge Solovera): http://www.melodybox.com.br/neologia

Bootlegs

Eclipse Oculto (Caetano Veloso), com Sílvio de Carvalho e João Victor, da Quarteto de Cinco. (ensaio)

Azul (Djavan), ensaio.

Berimbau (Baden Powell/ Vinícius de Moraes), ensaio.

Poeta é Assim (Bruno Balbi/ Thiago Lobão). Registro acústico da composição, com Bruno Balbi.

Na sua formação anterior, a Neologia era: Ian Lasserre (voz e violão), Bruno Balbi (guitarra), Vitor Vieira (contra-baixo) e Luciano Tucunduva (bateria).

Lançaram em 2010 o EP Para Vênus: Download

EP


Tropicália (Caetano Veloso)

E a formação original, com: Paulo Marques (voz, violão e guitarra), Ian Lasserre (voz e guitarra), Túlio Lima (contrabaixo), Jayro Rimbaud (percussão) e Luciano Tucunduva (bateria). Lançaram o EP de estréia Neologia em 2008:

Erro Talvez (Músico convidado: Hilário Passos, sanfona)

Ódio e Rancor

Bebê

Dionísio


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